27 outubro 2026

A Conta de Luz Esquecida e o Fim de Semana Perfeito: Escolhendo o Afeto no Meio do Caos

 Certa vez, cheguei em casa passava das 23 horas e me deparei com meu marido sentado na varanda, bem tranquilo, para me dar a notícia: estávamos sem energia elétrica. Ele já tinha até tomado banho na água fria.

Nessa época, minha rotina era insana. Eu trabalhava em duas funções: como professora adjunta, das 13h40 às 22h40, e com carga suplementar, das 07h00 às 12h00. Caramba, eu estava morta de cansaço, exausta e doida por um banho quente.

Abri o celular, entrei no aplicativo da Enel e... bingo!

25 outubro 2026

A Montanha de Papéis Amassados: O Amor que Virou Arte e Sobrevivência

 

Meu marido ficava sempre ali, no fundo de uma varanda, nos fundos de casa... A casa, um sobrado numa rua bem movimentada em um bairro armênio, em Osasco. Eram 8 horas por dia, parando uma hora para o almoço — mas nem sempre foi assim.

Ele estava sem trabalho e, claro, se preocupava em me ver correndo atrás de algo que nos mantivesse vivos. Éramos sobreviventes do caos.

Um dia, falei para ele: "Faz canudos de jornal. Eu tramo as peças e saio vendendo." Ele parou e disse que não conseguiria. Mas, naquele dia, eu estava decidida a fazê-lo concordar e me ajudar. Expliquei rapidamente antes de sair, pois naquele momento eu estava socorrendo uma escola particular que precisava de uma professora de artes posicionada, que desse conta dos alunos.

Quando retornei para casa, ele estava aparentemente nervoso, com as mãos trêmulas. Ao seu lado, havia muitos, mas muitos papéis amassados — era uma verdadeira montanha de papéis no chão. E, sobre a mesa, alguns canudos prontos: os mais belos que já vi na vida, os mais perfeitos, os mais incríveis, trabalhados em uma simetria assustadora.

O abracei bem forte. Falei que nunca tinha visto tanta perfeição, conversamos sobre aquela montanha de papéis amassados e pedi perdão por ter sido dura com ele. Tive a impressão de que ele quis chorar diante do meu pedido, e então eu entendi o quanto minhas falas tinham doído nele — falas que foram, sim, o desabafo dolorido de quem carregava o fardo de ter que dar conta de tudo sozinha.

Eu sei que ele me amava de um jeito sem limites e que, por isso, se posicionou para me ajudar. E lá ficava ele: sentado, enrolando canudos...

Foi um tempo bom para nós. Eu tramava, saía para vender, depois contratei uma pessoa para ajudar nas tramas e mais uma para o atendimento. Assim, passamos a viver da nossa arte.

Eu jamais vou me esquecer do amor sem fim do meu marido por mim, por nós.

— Rosi Ribeiro



23 outubro 2026

Fios do Protagonismo: A Cultura Maker e o Letramento Digital na Ressignificação do Recreio Dirigido

O fazer pedagógico se constrói na prática, no afeto e na busca constante por linguagens que conectem, engajem e transformem a aprendizagem no chão da escola.

Compartilho aqui a estrutura completa do projeto "Fios do Protagonismo: A Cultura Maker e o Letramento Digital na Ressignificação do Recreio Dirigido", elaborado e submetido ao Prêmio Ação Destaque (Editora Opet).

A proposta une o desenvolvimento tátil do artesanato (crochê), a autonomia da Cultura Maker e o letramento digital, ressignificando o espaço do recreio em um ambiente vivo de aprendizagem, regulação emocional e inclusão.

Navegue pelos slides abaixo para conhecer a justificativa, as 5 fases metodológicas e os resultados alcançados:




Profa. Rosi Ribeiro
Pedagoga, Psicopedagoga, Pesquisadora em Educação Inclusiva e Editora na Tulha Ateliê Editora.