10 janeiro 2013




Matéria interessante..mais? leia o blog abaixo...

http://manheabaixaosom.blogspot.com.br/2013/01/quem-disse-que-ela-nao.html

Me lembro dela entrando no auditório correndo, quase sem ar e cheia de bolsas penduradas nos ombros. Pediu desculpas pelo atraso, mas na verdade ainda estava adiantada para a palestra que iria dar sobre os livros que escreveu ou se envolveu de alguma maneira na edição - e aproveitou os poucos minutinhos que ainda tinha e os muitos créditos por topar o meu convite - prá descer até o café e “almoçar” alguma coisa.

Eu fiquei tomando conta das bolsas dela por menos de 5 minutos, mas ela passou a tarde inteirinha falando sobre as publicações e respondendo à todo tipo de pergunta – que é claro desembocaram na biboca da parafuseta da política e da vida alheia.

Soninha Francine (45 anos) tá aqui porque é mãe da Rachel (28), da Sarah (26) – filhas do seu primeiro casamento – e da Julia (15), do terceiro; e porque é a prova viva de que quando as pessoas não procuram saber o que a gente pensa de fato e só nos julgam de longe com o dedo em riste ou ainda, discordam do que pensamos mas não conseguem contra argumentar diretamente - falam de tudo um tanto distorcendo realidades.

Depois de duas candidaturas à Prefeitura de São Paulo, um cargo de vereadora (2005-2008, eleita pelo PT do qual saiu em 2007), subprefeita (de 2009 até abril de 2010) e superintendente da Sutaco (de 2011 a junho de 2012) ela desabafa “no momento, sou "do lar" e estou formulando projetos para captar recursos, ainda não estou desesperada nem procurando um emprego propriamente, mas trabalho(s)”.

Apresentou muitos programas diferentes na MTV, entre eles “Território Nacional”, só com música brasileira e o “Barraco MTV”, com debates semanais ao vivo e sobre tudo quanto é assunto. Depois apresentou o “RG”, na TV Cultura; o “Bate-Bola” e o “Social Clube”, na ESPN-Brasil, onde também participou como entrevistadora e comentarista no “Linha de Passe”, “Sportscenter”, “Bola da Vez” e na cobertura de vários Panamericanos, Copas e Olimpíadas. Também fez parte, por pouco mais de um ano, do “Saia Justa” na GNT.

Nossa! Quase nada, né? E as pessoas ainda insistem em não tentar ao menos saber...

Mais uma chance, hein? Vamos lá!

Três filhas mulheres? Chegou a ter vontade de um filho homem, talvez só para saber como seria?

Não enquanto estava grávida (risos). Sempre quis ter filha, e o mais curioso é que os pais delas também. Nos três casos. Depois, quando conhecia algum menino muito querido - filhos de amigas ou conhecidos na rua – daí ficava com vontade de criar um também. Anos atrás decidi que meu filho seria adotado - o problema é que com minha "rotina" de trabalho eu seria muito ausente.

Você tem uma preocupação feminista com a educação das suas filhas? Acredita na educação diferenciadora de gêneros?

A educação delas, nesse ponto, foi como a minha. Minha mãe se dizia feminista e questionava exatamente as determinações: menino pode isso, menina não pode. Menina deve fazer aquilo, menino não precisa. Ela tinha discussões exaltadas (e inúteis, portanto dispensáveis) com a minha avó ao assegurar que não incentivaria a iniciação sexual do meu irmão "na zona" (e teve de me explicar o que significava isso), enquanto eu deveria casar virgem. E ela dizia: "Eles vão ter relações com namorado e namorada", como se fosse um escândalo (risos). Tarefas domésticas e emprego, nada disso podia ser diferenciado por sexo ou gênero. Procuro seguir a linha de uma educação com base na justiça, reflexão e no questionamento das "regras".

Quem você adotaria como um filho (a), para cuidar se precisasse?

Já quis adotar tanta gente... O filho de uma conhecida da Brasilândia, que criava os seus seis com muita dificuldade. Uma amiga da minha filha, menina de dez anos que também morava na favela e tinha sérios problemas com a mãe e o padrasto. Talvez, se eu fosse solteira na época, tivesse feito essa loucura (seria uma loucura, porque eu tinha quatro empregos na época). Quem cuidava da casa e da Julia era o pai dela, seria uma violência "entregar" uma criança para ele criar também, sem que ele mesmo se visse em condições para isso. Depois quis adotar uma criança de um orfanato - menino, preto, crescido. Daqueles que tem mais dificuldade para encontrar um lar brasileiro. Às vezes tenho vontade de cuidar de um idoso como filho... Mas o máximo que consegui fazer até hoje (além de adotar algumas famílias inteiras, como aquela dos seis filhos) foi adotar 10 bichos. Três já se foram, dois moram no interior e quatro gatos e um cachorro vivem comigo atualmente.

Alguma gravidez foi planejada?

Não, mas na segunda, principalmente, e na terceira nós não estávamos nos esforçando muito para evitar. No primeiro casamento, nós queríamos que a Rachel tivesse um irmão. No terceiro, sabíamos que um filho nosso seria legal, mas não a ponto de planejar. Evitamos descuidadamente.

Ter filho pode ser visto como um ato mais do que pessoal, mas também político? Como o exemplo de mães que sofrem com o machismo diário do “companheiro” e é obrigada a resistir? 

Acaba sendo! O modo como educamos os filhos é uma forma decisiva de participação na sociedade. O que ensinamos e que valores promovemos o que demonstramos e exigimos. Quando eu bati o pé para fazer faculdade, foi porque queria estudar cinema e também porque não aceitava que ter crianças para cuidar fosse sinônimo de renunciar a todo o resto. É um ato de resistência, de questionamento, uma escolha consciente.

Por que a gente sente uma certa “culpa quase que constante” com a atenção voltada aos filhos? Parece que nunca demos o suficiente e ficamos muito maus quando nossos filhos sofrem. Isso é cultural? Como uma pressão sobre a mulher, ou você acha que é pessoal mesmo? 

No fim das contas, tudo é pessoal. Claro que nossa cultura "empurra" para as mães quase toda (ou toda) a responsabilidade pelos filhos e é fácil se condenar por achar que faltou alguma coisa. Mas pressões há, de todos os tipos, e a gente precisa, em algum momento, se dar conta delas e, além disso, perceber que elas não nos obrigam a nada. Mulheres, aliás, tem um histórico rico de resistir a pressões e expectativas sociais/culturais - do modo de se vestir às regras para namorar, trabalhar, cortar o cabelo. Enquanto conquistamos o direito ao biquíni e às calças compridas, os tontos dos homens ainda estão presos ao terno e gravata (risos). Pode ser que, em alguns momentos, tenhamos realmente errado ou falhado – por sermos moles demais, duras demais, indiferentes demais, intrometidas demais... Mas isso tem de ser objeto de reflexão, não um martírio.

O que a maternidade te trouxe de mais precioso? 

O famoso altruísmo: a entrega não condicionada e sem negociação. Aprendi na marra, sabe? Minha filha mais velha tinha cólica o dia inteiro, dormia no máximo meia hora antes de já voltar a chorar. Trocamos o leite e o remédio, usamos todas as massagens e mandingas que se pode imaginar, mas nada disso adiantava. Quando ficava muito exausta e zumbi tinha vezes que me virava para dormir, até que ela emitia o primeiro "ahn", e eu ficava tentando mandar meus sinais mentais para que ela dormisse mais um pouquinho, só mais um pouquinho, mas era sempre uma bobagem. Depois eu vi o quanto pular da cama resoluta e imediatamente, mesmo morrendo de sono, era o certo a fazer - e o melhor. E tem aquelas coisas que nossas mães garantem que vão acontecer, mas não queremos acreditar: como a capacidade de tirar ranho como se fosse nosso (risos), trocar fralda suja cheirando bem mal. E foi bom aprender - o que prá mim só foi rolar entre a primeira e a segunda filha - a não perder de vista a impermanência. Os filhos vão crescer e um dia a gente vai poder dormir oito horas de novo. É algo como lembrar de não se desesperar agora porque sua vida adulta não acabou.

Você acha que os homens são menos pais porque as mulheres não sabem cobrar isso deles, ao estilo “quem veio antes o ovo ou a galinha”? E como reverter essa situação?

Ter de cobrar é mau sinal, mas válido pra qualquer coisa e não só para os cuidados com os filhos. Se o maledeto nunca repõe o papel higiênico, sequer avisa que acabou, se ele passa na farmácia para comprar alguma coisa para ele mesmo e nunca lhe ocorre perguntar se você também precisa, então é sinal que não se deu conta de que a casa também é dele; ele não é hóspede. E que a casa também é sua - existe um espaço compartilhado com regras diferentes das que ele seguiria se morasse sozinho. Alguns vem assim de fábrica - desde pequenos são mais bagunceiros, desatentos, distraídos. Outros foram educados em ambiente que favoreceram a folga e a desatenção. E isso vale pras mulheres também! Agora...como mudar isso? Cada um vai ter de descobrir o seu jeito: pedir, conversar, negociar, deixá-lo sem papel higiênico (tática do "viu o que acontece?"), ligar sempre pra perguntar se ele também precisa de alguma coisa da farmácia (tática do "custa?"), quebrar o pau. Claro que, com os filhos, não dá pra deixar o moleque sem comer pra ver se o pai se liga da responsabilidade, mas se o progenitor "ajuda" em vez de "dividir" ou nem isso, não dá pra esperar que as coisas mudem com telepatia. Seja qual for a linha de ação... Aja!

Tenho a impressão de que as pessoas não entenderam muito bem quando você falou sobre o seu aborto. A descriminalização do aborto é um caminho?

Fiz um aborto e nunca mais faria, por mais que a gravidez fosse indesejada naquele momento. Mas sou a favor da legalização e a explicação nem é tão complicada: acho terrível a ideia de interromper a gravidez, interferir no desenvolvimento de um novo ser humano, mas por mil razões diferentes, acontece. Acontecerá sempre. A criminalização do aborto causa MAIS perda de vidas, pelo fato de só haver interrupções clandestinas sem a alternativa segura, a menos que se tenha muita grana e aí está resolvido. É uma dinâmica que em vez de proteger a vida, mata. Mata mulheres e meninas pobres, com muita dor e sofrimento. É fácil dizer "quem mandou engravidar"? Ok, todos tem o direito a opinião - achar que sexo é só para procriação, condenar a irresponsabilidade (da mulher, quase sempre) e dizer que "ninguém mais pode alegar falta de informação", entre outras tantas é uma coisa - Só que ninguém tem o direito de proibir que haja condições seguras para a interrupção. Exceto, quem sabe, para suas próprias filhas, namoradas. A hipocrisia é terrível!

Seus partos foram normais ou cesarianas (sabemos das opções humanizadas e muitas outras que também são importantes de serem discutidas aqui, mas não foi o caso agora)? Se preocupa com essa questão? E de amamentação?

Parto normal é algo que eu faço sempre questão. Intervenção cirúrgica, só se eu ou o nenê corrêssemos risco de morrer ou desenvolver graves sequelas. Amamentação também acho essencial.

Como suas filhas reagiram quando rolou aquele outdoor e a capa da Revista Época super antiético com a sua declaração sobre o uso da maconha?

Elas ficaram tristes por mim porque sabiam quem e como eu era e o papel (ínfimo) que maconha tinha na minha vida. Entendiam perfeitamente o que quis dizer na entrevista e não tinham nenhuma ideia apavorante nem intenção de experimentar. Elas acabaram vendo o horror que foi o Afanázio Jazadji gritando "MACONHEIRA!" na Bandeirantes, com dedo na minha cara e tiveram de lidar com perguntas incômodas (a Julia era muito pequena, os colegas nem sabiam o que estavam dizendo quando entoavam "sua mãe fuma maconha!" e os amigos da Rachel ironizavam "Sua mãe, hein?". Mas elas sempre foram solidárias, compreensivas e indignadas - com a capa da revista e com o outdoor).

Como é a sua relação entre vocês?

Elas são muito diferentes entre si e, ao mesmo tempo, eu acho que cada uma delas tem alguma coisa parecida comigo. Quer ver só? Rachel é atenta, muito sensível ao sofrimento alheio, chora fácil, se exalta quando indignada: é militante, mas é uma mulher muito mais ajuizada do que eu. A Sarah é muito divertida e leve, dificilmente sai do sério e acho impressionante como é espirituosa. Nisso ela é DIFERENTE de mim, porque eu adoraria ser assim o tempo todo. E ainda ela tem um lado mais artístico: fez teatro e balé. É super criativa, muito mais ligada em internet do que a Rachel, por exemplo. A Julia, coitada, herdou o meu gênio: é invocada, curiosa e inteligente, mas enquanto eu era atlética e agitada e adorava ficar na rua, ela é capaz de ficar dias seguidos em casa, saindo só para a escola. Mas as três juntas, se dúvida alguma, formam a melhor combinação do mundo!

E aquela história que rolou ano passado, durante as últimas eleições, de que você havia concedido cargo político para sua filha e mais outras pessoas da sua família?

Algumas pessoas criticam sinceramente porque nunca souberam o que acontece realmente ou porque acham que em um governo jamais deveriam trabalhar pessoas com relação de parentesco (o que acho uma distorção de um princípio razoável; mas em um governo com centenas de milhares de funcionários não faz sentido). Outras são sacanas mesmo, não me toleram por ter saído do PT e ido para um partido de oposição ou por ter apoiado o Serra em 2010 - então querem nem saber da verdade. Minha filha é bióloga e trabalha há anos na Secretaria de Meio Ambiente. O cargo é de livre provimento, isto é, ele não é concursado. Ela é super rigorosa, do tipo caxias, além de eficiente e competente. Mas se quiserem mandar embora, mandarão. Se ela estivesse no governo só para me "ajudar", se fosse uma idiota completa ou não fizesse nada (tem muita gente assim, com ou sem grau de parentesco e concursado inclusive), davam um jeito de despachá-la de um lado para o outro e pronto. Mas ela é boa no que faz. A Sarah trabalhou um tempo na Secretaria da Cultura - ela era contratada por uma prestadora de serviço e cuidava, também com muita competência, das redes sociais. Saiu de lá já tem um tempo. Minha mãe é mestra ou doutora em Letras ou Linguística (eu sei lá, sei que ela é uma "sumidade" no ensino de idiomas) e trabalha no departamento de Línguas Estrangeiras da Secretaria de Educação. Nenhuma delas tinha salário de marajá, nenhuma delas foi escolhida por mim, nenhuma delas está pendurada em um "cabide de emprego", mas as pessoas preferem dizer que eu arrumei uma "boquinha" para a família - e de tão desinteressadas na verdade embananam tudo: dizem por aí que elas trabalham na prefeitura e podem ser demitidas pelo Haddad. Fico triste por elas, que são condenadas apenas por serem minhas filhas (ou mãe) enquanto se esfolam no serviço público.

Quais políticas públicas você acredita que podem ajudar as questões da maternidade?

Com a falta de vagas nas creches poderíamos ter cuidadores para um determinado número de crianças nos bairros sendo remunerados e bem selecionados, além de capacitados e supervisionados pelo poder público. As entidades de professores condenam isso, mas eu acho absurdo desconsiderar a possibilidade perfeitamente saudável de uma criança ficar, com um número pequeno de outras, aos cuidados de um adulto bem preparado. Muitas já ficam ora com a vizinha, a irmã mais velha ou a avó, e isso com ou sem condições materiais, psicológicas e emocionais de cuidar de uma criança. E tem gente que condena, mas tem empregada e babá pra cuidar dos próprios filhos. Tem dó, humpf! E tem mais, claro, uma das coisas mais importantes é garantir que no dia-a-dia as mães tenham mais TEMPO (para si mesmas, inclusive) e menos razões para estresse. Isso significa "mexer" na cidade como um todo para permitir que as pessoas morem mais perto do trabalho/trabalhem mais perto de casa (o que significa investir em moradia mais popular ou "classe média" na região central e em atividade econômica nas periferias); oferecer transporte coletivo mais confortável; oferecer horários mais flexíveis nas creches e EMEIS; oferecer possibilidades de lazer em família (conheci e tenho passeado com meninas que NUNCA tinha saído do Jardim Pantanal; estiveram na Paulista e no Ibirapuera pela primeira vez na vida, aos 13 e 14 anos, enquanto suas mães ainda nem conhecem). E a gente pode incentivar que as famílias vizinhas trabalhem de forma mais cooperativa, "consorciada" - para alimentação, transporte e cuidado com as crianças. É ridículo como fazemos coisas sobrepostas que podiam ser divididas, como cada um fazer dentro de sua casa uma panela de arroz, por exemplo, mas isso é história para outra entrevista...

Suas filhas seguem sua religião? Quais valores budistas você luta prá conseguir passar a elas? (eu, por exemplo, tenho um entrave sério com a coisa da aceitação do sofrimento porque sou mais revoltada – se meus filhos estão sofrendo fico triste ou brava junto com eles – o que infelizmente não ajuda muito!)

Ahahaha, aceitar o sofrimento significa perceber que ele é inevitável por um lado, ou seja: VAI rolar. Dor, doença, saudade, decepção, cansaço, ansiedade, expectativas frustradas, planos fracassados, sonhos não realizados, separações definitivas, fins indesejados e continuações insuportáveis. É ilusão achar que é possível viver sem passar por isso; que se a gente se esforçar bastante, "vai dar tudo certo". Por outro lado, a gente pode a partir da transformação da própria mente - que é, no fim das contas, a causa do sofrimento - passar por dor, perda, saudade e reduzir muito o sofrimento. Até a hora da morte, durante a morte e... depois (risos). A Rachel simpatiza bastante com o budismo, tira dúvidas sobre os ensinamentos, já foi a retiros e cerimônias comigo, mas não é praticante de meditar todo dia. A Sarah é evangélica super praticante e a Julia também tem uma base budista, mas não um envolvimento mais intenso e formal com a prática. Os valores básicos eu luto sim para passar a elas, porque faz parte da minha ética, minha "constituição": respeito ao outro. Compaixão. Solidariedade. Generosidade. Noção da responsabilidade que existe em TUDO que você faz ou deixa de fazer. Atenção ao impacto das suas escolhas.

Licença maternidade de seis meses e aumento da licença para os pais?

Sim!

E na questão do futebol prá vc, dá prá dizer que rola um programa de família? 

Aqui em casa rola, minhas três filhas são palmeirenses e o marido da Rachel também (ufa). A gente vê os jogos juntos e vai prô estádio se divertir ou sofrer.

Tem alguma mãe que você considere exemplar, um modelo em quem pense quando esta sem paciência ou algo do tipo?

Como agora não consegui pensar em nenhuma, talvez não tenha. Ah, enquanto eu era casada com o Marcelo, pai da Julia, me inspirava bastante na mãe dele. Adoro minha ex-sogra. Mas hoje, com elas crescidas, eu me inspiro mesmo é no modo de ser das minhas filhas. Na doçura, leveza e bom humor. Às vezes peço até ajuda para as mais velhas quando preciso dar um chacoalhão na Julia, porque elas vão ter a disposição certa enquanto eu (talvez) chegue bufando.

Tem alguma pergunta que faltou aqui? 

Com esse tamanho de respostas, eu acho que não. Acabei falando mais do que você perguntou, prá variar!

Que nada...eu faria muitas outras entrevistas ainda com ela porque assunto é o que não falta. Eu não voto (só prá constar), sou anarquista, portanto apartidária – mas confesso que muitas das propostas dela me chamam atenção e fazem repensar alguns conceitos sobre tantas coisas...

E acho que é isso que fica de melhor no final: a reflexão!