09 abril 2006


EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Viver pensando e refletindo sobre o meio ambiente é algo que trago dentro de mim. E isso não se resume a eu saber o que está certo ou errado ou viver policiando somente as minhas atitudes. Tenho , dentro do possível, repassado o que sei às pessoas que não tem informações adequadas.
Vivi nas ruas por um bom tempo, aqui na cidade de Osasco e pude perceber o quanto as pessoas acabam não se dando conta do quanto degradam o meio ambiente. Isso é até inconscientemente! No corre-corre diário, nem percebemos que se quisermos, podemos fazer a diferença!
E é claro, que cada um fazendo a sua parte, acaba virando uma ação global e que funciona.
Das coisas mais simples, a gente consegue colaborar de maneira grandiosa.
Ontém, foi mais um dia que estive no mercado, aliás , já era bem noite. Fui num desses hiper mercados, com uma amiga e seus filhinhos, os quais são encantadores. Brinquei muito lá dentro com os pimpolhos todos, mas pude observar mesmo assim, a quantidade absurda de sacolas plásticas que foram sendo utilizadas por cada pessoa que passava pelos caixas. E olha, que caixas alí é algo de assustar.
Imagine, se , ao contrário, cada um de nós, ao irmos ao mercado , nos utilizássemos de sacolas de feira?
Sabe? aquela famosa sacola de nylon, que até hoje, é vendida nas feiras, por um preço bagatela?
Pois bem, estaríamos degradando bem menos o meio ambiente.Porque, cá entre nós, quem é que vai me dizer que essas sacolinhas não vão pras casas apenas com o intuito de virarem sacos de lixo?
Certa vez, já há bastante tempo,( mais de 10 anos) , visitei uma Usina de Lixo no interior de São Paulo. Eu vi uma cena, que jamais vou me esquecer: era bem de tarde, e num canto ,tinha um amontoado bem grande , que me disseram que era inaproveitável. Como parecia, de longe, esterco, eu quis saber porque? Alguém me pediu pra prestar bem atenção em alguns pontinhos, que brilhavam quando batia os raios de sol e acrescentou que aqueles pontinhos eram nózinhos de sacolinhas de plástico que não se desfaziam e não serviam pra nada, a não ser prejudicar a camada freática do solo.
De lá prá cá , penso duas vezes antes de fazer uso dessas sacolinhas que são tão aclamadas.
Virei colecionadora de sacolas de nylon.Tenho várias.Da mais simples à um pouco mais sofisticada.
Sou totalmente à favor do retornável.Vou com minha sacola ao mercado e sei que a terei de volta por várias vezes. Levo os cascos da coca cola de vidro, que além de pagar bem mais barato, tomarei meu líquido com um sabor incrível, por estar conservado no vidro.
E assim , consigo colaborar, mudando pequenas atitudes em gestos de louvor.
Criei , dentro do Centro de Apoio à Criança e Adolescente, onde trabalho, como dirigente, o projeto de Educação Ambiental, que funciona desde o ano passado.
As crianças aprendem como funciona a preservação do meio ambiente, começando por pequenas atitudes: a limpeza do local , por exemplo, é um exercício diário.
Esse ano, elas também estão botando as mãozinhas , literalmente, na terra,com capacitação através da Secretaria de Meio Ambiente. No parque Chico Mendes, elas fazem oficinas de horticultura, jardinagem,compostagem e lidam com o minhocário.
São pequenas atitudes, que fazem a formação de grandes cidadãos.


( por Rosi Ribeiro)

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