14 abril 2007

O Centro de Apoio à Criança e Adolescente (CACA), através da Sala de Inclusão Digital(sala Soninha Francine), pesquisou o Dia da Gentileza.


O profeta gentileza abandonou TUDO para uma nova vida, para um novo ideal, até mesmo filhos e mulher, era chamado de profeta mas não precisou profetizar nada, apenas falava e escrevia a verdade sobre esse mundo pecador, e isso acontece de milênio em milênio, porque num tempo onde as pessoas desejam boa tarde e feliz aniversário via computador e não se ligam, num tempo onde as pessoas mal se falam e cumprimentam quem vai renegar a algo pelo próximo assim como Gentileza, quem? Infelizmente é assim, essa é a selva de pedra em que nascemos e vivemos, e quando aparece alguém assim é chamado de louco ou até mesmo criticado; mas devemos parar pra pensar se os loucos não somos nós que viramos fantoches do sistema e do capitalismo que a cada dia que passa nos consome mais e mais. Nós damos presentes caros uns aos outros em festas criadas pela sociedade e muitas vezes não falamos um por gentileza, um bom dia, um boa noite, uma palavra amiga, ou seja, os presentes que alimentam a alma poucos são dados, e é assim que queremos mudar o mundo?
Por isso salve o mestre Gentileza, um profeta saído do fogo, que só pensava em gerar gentileza e ser gentil e teve uma bela história de vida, coragem e bondade. E esse foi o salve de hoje, contar a história desse grande mestre que poucos conhecem, e que agora ficaram conhecendo, mas que foi de uma bondade e inteligência que poucos tiveram; salve o profeta dos loucos!
Seguramente muitos do Rio se lembram daquela figura singular de cabelos longos, barbas brancas, vestindo uma bata enorme, com apliques cheios de mensagens, um estandarte na mão com muitos dizeres em vermelho, que a partir dos inícios de 1970 até a sua morte em 1996 percorria toda a cidade, viajava nas barcas Rio-Niterói, entrava nos trens e ônibus para fazer a sua pregação. A partir de 1980 encheu as 55 pilastras do viaduto do Caju, perto da Rodoviária, com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar de nossa civilização.
Fonte: Mundo do Rap



Não era louco como parecia, mas um profeta da têmpera dos profetas bíblicos, como Amós ou Oséias.
Como todo profeta, sentiu também ele um chamamento divino que veio através de um acontecimento de grande densidade trágica: o incêndio do circo norte-americano em Niterói, no dia 17 de dezembro de 1961, no qual foram calcinadas cerca de 400 pessoas. Era um empresário de transporte de cargas em Guadalupe e sentiu-se chamado para ser o consolador das famílias dessas vítimas. Deixou tudo para trás, tomou um de seus caminhões e colocou sobre ele duas pipas de 100 litros de vinho e, lá junto às barcas, em Niterói, distribuía-o em pequenos copos de plástico, dizendo: ''Quem quiser tomar vinho, não precisa pagar nada, é só pedir por gentileza, é só dizer agradecido''.
Fonte: Mundo do Rap


De José da Trino, esse era seu nome, começou a se chamar José Agradecido ou Profeta Gentileza. Interpretou a queima do circo como um metáfora da queima do mundo assim como está organizado, como um circo, pelo ''capeta-capital, que vende tudo, destrói tudo, destruindo a própria humanidade''. Segundo ele, devemos construir outro mundo a partir da gentileza, o que ele fez em miniatura, transformando o local num belíssimo jardim, chamado ''Paraíso Gentileza''. O quarto aplique de sua bata dizia: ''Gentileza é o remédio de todos os males, amor e liberdade''. E fundamentava assim: ''Deus-Pai é Gentileza que gera o Filho por Gentileza. Por isso, Gentileza gera Gentileza''. Ensinava com insistência: em lugar de ''muito obrigado'', devemos dizer ''agradecido'', e ao invés de ''por favor'', devemos usar ''por gentileza'' porque ninguém é obrigado a nada e devemos ser gentis uns para com os outros e relacionarmo-nos por amor e não por favor.
O profeta Gentileza era visto por muitos como um louco, mais ele não se importava nem um pouco com isso, quando era chamado de louco apenas dizia: "Sou maluco para te amar e louco para te salvar". e assim seguiu distribuindo gentileza até a sua morte em 29 de maio de 1996 quando morria com 79 anos, pois segundo ele o espírito de gentileza era o principio inicial para um mundo menos desigual e melhor para se viver.

A Coordenadora do Departamento Cultural do Centro de Apoio à Criança e Adolescente ( Rita de Cássia) falou com uma galerinha sobre o mestre Gentileza e da importância de sermos todos gentis ins com os outros, incluindo pesquisas na Sala Soninha Francine. Nessa semana se comemorou o Dia da gentileza.

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