01 junho 2013

Crença
Tem crença por todo lado. cada um defende a sua.
Quando criança, corria pra igreja porque era de fato, algo muito interessante. Lá a gente via amigos, além de abrirmos a boca em bom tom e alta voz  pra cantar um belo hino.
Nossa! quando o colo preferido chegava, lá estava eu na fila, mas quem ganhava na verdade,era minha irmã; talvez por ser mais nova. E eu com meu zóião  ficava  ao lado, aguardando então o prosseguir do culto.
Minha avó teve tempo de beudeira e era um auê danado quando vez ou outra chegávamos da igreja e lá estava ela à espera pra um novo agito. Depois, esse tempo passou e veio a bonança. Tempo de paz e ela , na igreja  com nome que eu  achava engraçado : Quadrangular.  Já o meu avô , era espírita e muito sábio.Talvez fosse por isso que nem estavam juntos: cada um no seu canto e no canto lá de casa estava minha avó. Ele não,ele ficava no seu canto próprio e eu amava ir lá pra ouvir boas histórias. 
Mina avó paterna morreu quando eu ainda tinha 06 anos, mas pelas fotos , sei que era muito católica,junto com meu avô que fingia ser católico, porque na verdade ele era é ruim. Bicho brabo que não dava importância aos netos.
O tempo passou e pude ver, na minha caminhada como pessoas são diferentes. Cada um reza de um jeito.Cada um tem seu pedido. Cada um com seu cada qual. 
E a roda da vida foi girando, girando e tanto girou que passou mais de 50 anos. estou cá no meio da volta pra chegar no 51 e  continuo vendo o povo todo caminhando...e pergunta o meu coração: pra onde , meu Deus????
Tem horas que me dá um nó no estômago só  de pensar o que será, como, quando, que jeito?
O que? sei lá, o  nó continua e meu cérebro sem resposta, com nada de palavras pra ao menos balbuciar.
Tem horas que fico parada no meu canto, sozinha, naquele canto  escondido que deveria nem ter janela. Mas em outro momento de lá eu saio e continuo na roda  e sei que ela não para. Continua girando, girando.


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