20 março 2008


Valorização da Fisioterapia
(precisamos nos reeducar e cobrar atendimento que nos favorece/nos é de direito).


Estive por nove anos na secretaria da saúde(do estado de São Paulo)na época em que o Dr. Pinotti era secretário estadual. Muito consegui fazer para que melhorasse o atendimento, até porque estive por seis anos, na diretoria regional do Sind Saúde. Percebo, agora, que de lá pra cá, muita coisa continua estagnada embora muitas pessoas estejam ainda na luta.
Por vários anos, até o presente momento, luto por cultura, algo que considero primordial, porém não tem como não perceber as enrascadas sem arrumações em que a saúde sempre está presente, como por exemplo, agora, o não atendimento à população no que se refere à fisioterapia.
Moro na cidade de Osasco e compadeço com as pessoas que embora necessitem não conseguem atendimento...... é uma pena, porque como profissional na área de educação física, sei, é claro, que doenças são afastadas com a qualidade de vida,mas para isso, precisamos exercitar novos conceitos. Infelizmente não somos educados para a prevenção e muito menos para nos reeducarmos.
Por isso, quando li essa matéria(abaixo), que tem inclusive a fala do Dr. Pinotti, fui logo colando pra que todos os leitores possam ter acesso à essa informação extremamente interessante.

(Matéria extraida do Google)
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 7, por unanimidade, o parecer do deputado Alceni Guerra (DEM/PR), sobre o PL 3256/2004, do deputado Geraldo Resende (PMDB/MS) e o PL 4261/2004, da deputada Gorete Pereira (PR/CE), que tramitam conjuntamente e dispõem sobre a obrigatoriedade do atendimento fisioterapêutico pelas equipes do Programa de Saúde da Família. Durante a reunião, o deputado Alceni Guerra destacou a importância da proposta.
O Brasil precisa parar de pensar em doença e começar a pensar em saúde. Muitos pacientes ficam internados indevidamente nos hospitais, ocupando vagas quando poderiam ser tratados em suas casas, por um fisioterapeuta, afirmou.
De acordo com a vice-presidente do Coffito, Dra Ana Cristhina Brasil, que é coordenadora da Comissão de Assuntos Parlamentares para Assuntos da Fisioterapia e Terapia Ocupacional, essa é mais uma etapa vencida em um trabalho de acompanhamento do processo parlamentar.
É mais uma resultado positivo, fruto da dedicação e empenho dos membros do Conselho e da Comissão Parlamentar junto aos parlamentares, às comissões, lutando para que a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional sejam cada vez mais valorizadas, atendendo uma demanda da própria sociedade brasileira, afirma.
O deputado Dr. Pinotti (DEM/SP), também defendeu a proposta e disse que, como gestor de saúde, sempre identificou como problema as transferências de pacientes de um município para outro em razão de sessões de fisioterapia.
Isso é um absurdo, pois é um procedimento que deveria existir no nível da atenção primária; é um procedimento simples e com alto grau de demanda da população. O deputado disse também que é preciso modernizar o Programa de Saúde da Família, o que é contemplado pelo projeto. Ou modernizamos esse Programa ou todo o dinheiro do SUS vai para ele e o rendimento é muito pequeno. E, sem dúvida, uma das formas de modernização é trabalhar com equipe de saúde e incluir o fisioterapeuta.
Para a deputada Gorete Pereir a, que é fisioterapeuta e autora de um dos projetos, o Programa Saúde da Família visa a ampliar a cobertura assistencial à população e a possibilitar uma maior aproximação dos profissionais de saúde da realidade das famílias brasileiras.
A atenção prestada pelo PSF deve estar ancorada nos princípios que norteiam o próprio SUS, como a integralidade e a universalidade, o que implica um trabalho dentro da perspectiva da multidisciplinaridade da assistência à saúde, afirma a deputada. Segundo ela, para atender a diversidade de problemas com que se deparam as equipes do PSF, é preciso incorporar ao Programa outros profissionais além daqueles que integram as equipes mínimas.
A participação desses profissionais certamente vai ampliar e potencializar as ações do PSF, no sentido de dar respostas concretas a uma gama específica de condições que interferem diretamente sobre a saúde e a qualidade de vida e que estão no campo do conhecimento da fisioterapia, explica a deputada.

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